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quinta-feira, 16 de março de 2017

Piloto erra procedimento e avião passa muito próximo do mar antes de pousar


O famoso Aeroporto Internacional Princess Juliana foi construído bem próximo à praia de Maho, que fica em uma ilha caribenha dividida por França e Holanda. A beleza natural do lugar atrai turistas e tem um diferencial: por conta da proximidade com a pista de pouso, os aviões passam muito perto da água.
Provavelmente você já viu vídeos ou fotos desse fenômeno que realmente chama atenção e curiosidade de turistas que podem pagar uma viagem mais cara para se hospedar na ilha de Saint Martin.
Porém, há sempre o risco natural que o transporte aéreo carrega. Um piloto da Westjet errou o procedimento para se aproximar da pista e quase afundou um Boeing 737 no mar.
Como passou a poucos metros da água, o piloto teve de arremeter e se preparar para uma nova tentativa.
Só depois de 45 minutos da primeira tentativa que o avião pousou. Confira o vídeo!
Fonte: Yahoo Notícias
Foto: Reprodução/ Youtube/ ATCpilot

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Esta estrada na França é engolida pelas águas do mar todos os dias

Se você é daqueles que sentem um friozinho na barriga só de pensar em dirigir em uma rodovia federal, talvez entrasse em colapso caso fosse obrigado a cruzar esta estrada na França
(Reprodução/Bored Panda)
Trata-se da Passage du Gois, um trecho com cerca de 4,1 km que fica quase totalmente alagado pelas águas do oceano Atlântico
(Reprodução/Bored Panda)
Ela é uma causeway: uma ponte erguida em regiões alagadas capaz de desempenhar a função de dique, separando as correntes de água de cada lado da construção
(Reprodução/Bored Panda)
Ligando o litoral francês à ilha de Noirmoutier, a passagem de paralelepípedos é utilizada regularmente desde meados de 1840
(Reprodução/Bored Panda)
E só emerge duas vezes ao dia, durante o intervalo de uma ou duas horas — isso quando a maré está baixa
(Reprodução/Bored Panda)
No resto do tempo, a profundidade pode chegar a impressionantes 4 metros 
(Reprodução/Bored Panda)
Embora, desde 1971, haja uma ponte elevada que leva até a ilha, muitos ainda preferem se aventurar pelo caminho de carro ou mesmo a pé
(Reprodução/Bored Panda)
Para tanto, foram instalados pequenos mirantes ao longo do percurso nos quais os aventureiros podem se abrigar caso haja uma repentina elevação do nível da água 
(Reprodução/Del Campe)
Desde 1987, acontece na estrada uma corrida cujo objetivo é atravessá-la antes que o mar a engula completamente; a largada, obviamente, só é dada assim que a maré começa a subir
(Reprodução/YouTube)
Fontes: Via Mega Curioso. TECH MUNDO

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

ALEMÃES VISITAM GEOSSÍTIOS EM CARNAÚBA DOS DANTAS




O primeiro passo foi dado, começam o interesse natural do turista pelos atrativos da região do Seridó. Temos pousadas na região que acomodam, guias nos municípios da região, o que faltava? Divulgação e o governo do Estado do RN vem fazendo sua parte e o turista está chegando. Essa semana tivemos a visita de Alemães e de uma Seridoense que mora na Costa Rica e que ficou encantada com os geossítios. Vale lembrar que estamos com a MAR E SERTÃO Agência de receptivo para melhor atendê-los. (03184)98844-3297 contato@maresertao.com.br. Quem acompanhou os turistas foi Dean Carvalho. 

domingo, 19 de abril de 2015

Quer viver no meio do oceano? Conheça os Bajau, tribo aquática conhecida como “ciganos do mar”

bajau ciganos do mar (9)
Tradicionalmente, o povo Bajau reside em pequenos barcos à vela, convivendo diariamente com as correntes e contando apenas com sua habilidade de pesca para sobreviver. É por isso que eles são chamados de “ciganos do mar”.
Hoje, muitos deles passaram a viver em terra, em pequenas ilhas, mas continuam a desenvolver o seu perfeito conhecimento dos oceanos, vendendo os peixes que pegam em pequena escala.

Mas a história dessa tribo singular ainda não foi totalmente distorcida. Vários deles ainda moram no meio do nada, em aldeias construídas sobre recifes de coral flutuantes.
bajau ciganos do mar (10)

Cultura

Os Bajau vivem no sudeste asiático, nas águas de países como Bornéu, Mianmar e Tailândia.
A tribo não sabe ler ou escrever. Na verdade, eles não sabem nem a sua idade. Apesar de conhecerem o conceito vagamente, o tempo não importa muito para eles: só o presente conta.
As mulheres dão à luz em cabanas sobre palafitas. A maioria dos Bajau nasce, vive e morre em suas terras aquáticas (que não são reconhecidas pelos países em que se encontram).
As crianças mais novas estão constantemente nos barcos, aprendendo a mergulhar ou nadar, e quando atingem a idade de cerca de 8 anos, passam a caçar e pescar.
bajau ciganos do mar (11)

Adaptações

Os Bajau são mergulhadores natos. Conforme mostrado pelo programa Human Planet (“Planeta Humano”) da BBC, os únicos “equipamentos” que esse povo usa são óculos de madeira feitos à mão e um arpão.
O pessoal da tribo está acostumado a ficar embaixo d’água até cinco minutos sem respirar. Porém, não mergulham se não estiverem relaxados – o que é essencial para não hiperventilar e afogar. Alguns Bajau morrem em consequência de problemas causados pelas imersões.
No entanto, suas práticas não devem mudar tão cedo. Eles passam tanto tempo no mar que muitos dizem ficar enjoados quando vão para terra firme. E não é à toa. Seus corpos desenvolveram adaptações para essa vida aquática, como visão extremamente boa debaixo d’água – duas vezes melhor do que a nossa. Seus músculos dos olhos contraem mais as pupilas e mudam a forma do cristalino, aumentando a refração de luz. Mas nem tudo são rosas – eles perdem na audição, uma vez que os mergulhos em profundidades de até 20 metros estouram seus tímpanos.

Outro grupo de pessoas, conhecido como Moken, também tem a capacidade de ver mais claramente debaixo d’água. Eles passam oito meses do ano em barcos ou palafitas e só retornam à terra quando precisam de itens essenciais.
bajau ciganos do mar (8)

Imagens

Réhahn Photography, um fotógrafo francês baseado no Vietnã, passou alguns dias com esses ciganos do mar. As imagens desse povo vivendo em seu próprio paraíso na Terra passam uma alegria e serenidade inexplicáveis. [BoredPandaTerra]
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Postado por Autor: Natasha Romanzoti
tem 25 anos, é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.
Fonte: HYPERSCIENCE

sábado, 8 de março de 2014

Rastros de combustível de avião desaparecido com 239 pessoas são avistados

Rastros de combustível foram detectados no mar por aviões vietnamitas envolvidos nas buscas pelo Boeing 777 da companhia aérea Malaysia Airlines, que desapareceu com 239 pessoas a bordo, os primeiros possíveis sinais da aeronave que seguia de Kuala Lumpur para Pequim.
"Dois de nossos aviões detectaram dois rastros de combustível de cerca de 15 a 20 km, em paralelo e a cerca de 500 metros um do outro", declarou ao vivo à televisão estatal o general Vo Van Tuan, acrescentando que navios foram enviados para o local.
Voo MH370 levava 227 passageiros e 12 tripulantes de quatorze nacionalidades. (Foto: IB Times)
"Não temos certeza de onde vêm esses traços de combustível, mas enviamos navios vietnamitas para a área", acrescentou, mais de 18 horas após o desaparecimento do avião.

O voo MH370, no qual viajavam 227 passageiros e 12 tripulantes de quatorze nacionalidades, perdeu contato com o controle de tráfego aéreo perto da província de Ca Mau, no extremo sul do país.
A aeronave deveria ter contactado a torre de controle da cidade de Ho Chi Minh, mas não o fez.
Parentes de passageiros do voo MH3700 em aeroporto. (REUTERS/Kim Kyung-Hoon)
Segundo a companhia aérea, o avião não alertou qualquer problema durante o trajeto.

Rapidamente, o ministério da Defesa vietnamita lançou uma missão de socorro em coordenação com a Malásia e a China.
Pequim ordenou seus navios de patrulha para que rastreassem a área, enquanto a Malásia mobilizou um avião, dois helicópteros e quatro navios para realizar as buscas em uma área do Mar da China Meridional.
O Boeing 777 Malaysia Airlines, voo MH370, desapareceu dos radares com 239 pessoas a bordo a caminho de Pequim …
Por sua vez, as Filipinas enviaram três navios da Marinha e aviões de vigilância, e Singapura uma aeronave em missão de busca.

A companhia avisou aos familiares dos passageiros que devem se preparar para o pior.
O avião, um Boeing 777-200, deixou Kuala Lumpur logo após a meia-noite de sexta-feira, com previsão de chegada a seu destino às 06h30 de sábado, no horário local (19h30 de sexta, em Brasília).
O voo passaria ao controle de tráfego aéreo de Ho Chi Minh às 17H22 GMT (14H22 Brasília), mas jamais apareceu.
"Nossos pensamentos e orações estão com os passageiros envolvidos, a tripulação e os membros de suas famílias", declarou o diretor da companhia Malaysia Airlines, Ahmad Jauhari.
Nervosismo e desinformação abalam parentes de passageiros de voo desaparecido (AP Photo/Xinhua, Luo Xiaoguang) …
"Nossa prioridade agora é trabalhar com as equipes de resgate e as autoridades", acrescentou.

"Estamos muito preocupados com estas informações", declarou o ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, em um comunicado.
"Esperamos que todos eles estejam salvos. Estamos fazendo tudo o que pudermos para obter mais detalhes", acrescentou.
Um destróier da Sétima Frota dos Estados Unidos, o USS Pinckney, está a caminho do litoral sul do Vietnã para ajudar nas buscas pelo Boeing, segundo anunciou o Pentágono.
O destróier, que realizava manobras em águas internacionais do Mar da China Meridional, deve chegar em cerca de 24 horas no local onde a aeronave supostamente caiu.
O navio transporta dois helicópteros equipados com material de socorro e buscas.
Fonte Yahoo Noticias AFP

sábado, 1 de março de 2014

Hoax: foto de Pão de Açúcar mostra abismo no mar do Rio de Janeiro

Foto seria imagem nova do Pão de Açúcar com abismo próximo
Boato – Imagem obtida pela Universidade de São José dos Campos mostra um Pão de Açúcar inédito. Foto mostra abismo no mar próximo ao morro.

Uma foto que está circulando em redes sociais tem deixado alguns internautas com um ponto de interrogação na cabeça. Publicada no meio do mês de fevereiro de 2014, a imagem mostra, como ela mesmo se autodenomina, “Pão de Açúcar inédito”.
A foto, que teria sido tirada a uma longa distância, mostra que há um abismo nos arredores do morro. Além disso, mostra uma água do mar quase transparente. Com certeza, uma bela foto. Junto à imagem está o seguinte texto:
UM PÃO DE AÇÚCAR INÉDITO!!!
Imagem obtida Pelo Pessoal Indústria de Petróleo e Gás, publicada Pela Universidade de São José do Campos
A morfogênese da baía de Guanabara é bastante intrigante . A profundidade na praia Vermelha chega a – 300 metros (fachada oceânica).
Obrigado, DEUS!!!
É inegável que a imagem realmente é muito bonita. E a dúvida que algumas pessoas tiveram é se ela é verdadeira. A resposta é categórica: não. Primeiramente, as informações que estão no texto são completamente desconexas.
Não existe Universidade de São José dos Campos. Logo não existe Pessoal Indústria de Petróleo e Gás desta universidade. Porém, este é um engano do autor da imagem. Em vez de “USJC”, na realidade a imagem ilustra o cabeçalho de um blog da Unip da cidade paulista. E claro, não há nenhuma citação no blog de que esta imagem é uma foto “tirada” por alunos.
Além disso, o texto contradiz totalmente a imagem. De acordo com dados coletados na web, o Pão de Açúcar (um dos principais destinos turísticos do Rio de Janeiro) tem 396 metros de altura. A imagem mostra um abismo muito maior do que a altura do morro no mar do Rio de Janeiro. Ou seja, é impossível que a foto seja verdadeira se a profundidade for 300 metros.
Por fim, a lógica. A “foto” mostra um ângulo como se o Pão de Açúcar estivesse em um aquário. Nem a mais moderna câmera fotográfica do mundo conseguiria tirar uma foto neste ângulo. Se tirada de fora da água, seria impossível ver o fundo do mar. Se fosse tirada abaixo d’água, seria impossível uma imagem tão nítida do morro.
Com esses indícios, podemos afirmar que a imagem não é verdadeira. Ou seja, é mais uma fotomontagem que circula na internet
Créditos BOATOS.ORG

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Pescador fisga arraia rara de 363 quilos no mar da Flórida

Pescador fisga arraia rara de 363 quilos no mar da Flórida - Créditos: Reprodução/Instagram
O pescador Mark Quartiano fisgou uma arraia rara de 363 quilos e 4,2 metros no mar da Flórida (EUA).
Praticante da pesca esportiva, o capitão revelou à ABC News que a criatura tinha aparência jurássica, e que parecia um dinossauro: “Era muito velho. Tinha crustáceos em volta dele todo”, afirmou.

O pescador classificou o animal como Dactylobatus Clarkii — também conhecido como Hookskate, que costuma viver abaixo dos 300 metros de profundidade. Mark levou quatro horas para conseguir trazer a espécie ao barco.
Embora seja um profundo conhecedor dos mares, Mark foi corrigido pelo historiador George H. Burgess, do Museu de História Natural da Flórida, que afirmou em entrevista à GrindTV que o bicho foi classificado errado. Trata-se, na verdade, de um exemplar raro de uma arraia de cauda longa e venenosa, a Dasyatis Centroura.


De acordo com a reportagem do canal Local 10, o animal foi capturado, catalogado e devolvido ao mar.
Li no site: CENAPOP

quarta-feira, 10 de abril de 2013

COPIA, BRASIL: ISRAEL: Revista Época: "Os inovadores que tiram água do deserto"


Quem quiser entender como a humanidade poderá vencer a escassez de água deve olhar para um exemplo no planeta – o minúsculo Estado de Israel.
ALEXANDRE MANSUR
O engenheiro Diego Berger, da empresa nacional de abastecimento de Israel, a Mekorot, começa de forma bem-humorada uma apresentação de slides que mostra os feitos de seu país no gerenciamento de recursos hídricos. “O povo de Israel historicamente apresenta soluções inovadoras para os problemas da água”, afirma. Ele então exibe na tela uma ilustração da passagem bíblica em que Moisés tira água da pedra com um cajado. Na cena seguinte, outra imagem do Antigo Testamento: Moisés abre o Mar Vermelho. “Nas últimas décadas, porém, nossa tecnologia foi bastante aprimorada”, diz Berger. A platéia ri.
A empresa de Berger é um exemplo de boa gestão da água. O sistema de abastecimento da Mekorot no país tem duas redes distintas. A primeira leva água potável para o consumo das casas, dos escritórios e indústrias. A outra rede irriga as plantações com a água recolhida de esgotos e tratada. Cerca de 72% da água tem segundo uso. Trata-se de um índice de reúso sem par no mundo. O país mais próximo disso, a Espanha, recicla apenas 12% da água.
Os israelenses precisaram se adaptar a uma faixa de terra que no sul é desértica e no norte, a área mais úmida, apresenta índices de precipitação equivalentes aos da região semi-árida no Brasil. Ainda assim, abastecem a população e exportam produtos agrícolas. A tecnologia para tratamento e reciclagem da água é vista pelos israelenses como uma vantagem no mundo globalizado. “Nossa vocação é virar a referência mundial no tema”, diz Booky Oren, coordenador da Watec, uma feira de tecnologias ligadas a tratamento de água que começará no mês de novembro. A feira pretende atrair milhares de visitantes. As duas centenas de empresas de água do país já exportaram US$ 900 milhões no ano passado. O setor tende a crescer com a crise global de água. E os israelenses são a maior referência mundial no assunto.
A idéia de promover as indústrias de água do país foi de Oded Distel, diretor de investimentos internacionais do Ministério da Indústria, Comércio e Trabalho. Em 2002, quando ele era adido comercial na Grécia, tentou vender uma instalação de tratamento de lixo para a ilha de Chipre. “Não ganhamos o contrato, mas compreendi claramente que não podíamos ficar fora daquele mercado”, diz. Ele conta que, na última década, Israel exportou empresas de segurança privada, explorando a imagem de eficiência do Mossad, o serviço de Inteligência do país. Agora o objetivo é fazer o mesmo marketing com a água. “É bem mais fácil de vender. Nosso sucesso com os recursos hídricos não tem lado negativo”, afirma Distel.
Israel entrou no mercado internacional de água no início dos anos 60, quando os fazendeiros desenvolveram um novo sistema de irrigação, por gotejamento. Em vez de despejar a água diretamente no solo, tubos de plástico com furos deixam passar, gota a gota, a quantidade mínima para o crescimento das plantas. Isso reduz a perda por evaporação e a salinização do solo. A técnica permitiu um uso mais eficiente da água. Hoje, mais de 80% da produção agrícola de Israel é exportada. E o país passou a vender a tecnologia de gotejamento. Estima-se que as empresas israelenses controlam metade do mercado mundial desse tipo de irrigação, que movimenta US$ 1,2 bilhão por ano.
Para incentivar o desenvolvimento de inovações, o governo israelense destinou US$ 2,2 milhões para incubadoras de empresas do setor de tecnologia de água
O orgulho mais recente dos israelenses é sua indústria de dessalinização da água do mar. Próxima à conflagrada Faixa de Gaza, a usina de Ashkelon, de US$ 250 milhões, foi inaugurada no fim de 2005, às margens do Mediterrâneo. Ela é a maior do mundo em seu gênero. Produz o suficiente para abastecer uma cidade de 1 milhão de pessoas. A água captada no mar é injetada em alta pressão dentro de 40 mil tubos de plástico. No interior deles, um feixe de membranas, como as camadas de um palmito, extraem o sal da água. O líquido que sai do outro lado é tão puro que os técnicos precisam adicionar de volta alguns sais minerais que compõem a água potável comum.
O governo pretende instalar duas outras grandes usinas como essa. Hoje, as 31 usinas de dessalinização do país produzem 15% da água que a população consome. A meta é chegar a 40% nos próximos cinco anos. Com uma usina de dessalinização própria, o kibutz – uma espécie de fazenda coletiva – Ma’agan Mikhael, um dos mais ricos do país, situado no litoral, retira água salobra do subsolo arenoso. Com ela, produz morangos suculentos como os da Califórnia e cria carpas para exportação.
Embora representem o que existe de mais avançado em reciclagem de água, as tecnologias israelenses não podem ser vistas como solução para todos. Antes de pensar em dessalinizar água do mar, países como o Brasil podem investir em soluções mais simples, como reduzir o vazamento na rede de distribuição. A verdadeira lição de Israel foi ter enfrentado limitações de recursos naturais criando uma política de incentivo à inovação tecnológica. Israel investe 4,8% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, porcentual superior à de quase todos os países desenvolvidos.

SAL DA TERRA
A maior parte desse dinheiro é disputada por centros de pesquisas e incubadoras de empresas, para estimular a competitividade. O governo paga apenas 35% do orçamento do Instituto Weizmann, um dos principais centros de pesquisa do país. Os pesquisadores têm de buscar recursos na indústria ou em fundos privados. Isso gera pesquisas mais conectadas com a necessidade das empresas. E estimula pesquisadores e engenheiros a lançar seus produtos no mercado. No fim do ano passado, cerca de 108 pequenas empresas chegaram ao mercado com tecnologias inovadoras de água. Segundo o governo, investidores aplicaram US$ 1,2 bilhão em 2005 para capitalizar empresas do setor. Nos próximos três anos, o governo destinará US$ 2,2 milhões para incubar ainda mais negócios na área.
As empresas geram produtos que chamam a atenção no mercado internacional. Um deles é um depurador industrial de água que mata os microrganismos usando raios ultravioleta. O processo, recentemente patenteado por um grupo de pesquisadores da empresa Atlantium, chegou ao mercado em 2006. No início do ano, a companhia foi apontada pela revista de negócios e tecnologia americana Red Herring como uma das cem mais promissoras do mundo. Eles têm em quem se mirar. Há duas décadas, um grupo de engenheiros do kibutz Amiad desenvolveu um filtro com cartuchos revestidos de membranas de tecido sintético que é autolimpante. A tecnologia hoje sustenta uma empresa que exporta filtros de US$ 30 mil para agricultores na Austrália e fatura cerca de US$ 40 milhões por ano. Para o Brasil, que tem a maior bacia hidrográfica do mundo, Israel serve como exemplo de país que constrói sua competitividade a partir não da abundância de recursos naturais, mas justamente de sua escassez.